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A busca pela sobrevivência da indústria do entretenimento

  • bruna0327
  • 17 de jun. de 2020
  • 4 min de leitura


Cinemas drive-in: old but gold


Pensando nas diversas formas de oferecer entretenimento e lazer em meio à pandemia, produtores e agências há alguns meses estão observando atentamente o comportamento do público e as ideias dos colegas de área em outros países.


A busca pela sobrevivência e necessidade de reinvenção, trouxe de volta algo nem tão novo assim: os cinemas drive-in. E a aposta é grande.


Ressuscitado em algumas cidades brasileiras de maio para cá, as salas a céu aberto ganham força ao oferecer um alento aos enclausurados. Ao todo, já são cerca de 15 projetos espalhados pelo país em funcionamento.


Apenas em São Paulo, neste último final de semana o Dia dos Namorados impulsionou a abertura do Arena Estaiada e Cine CTN Centerplex. Nesta semana, o Belas Artes Drive-In inicia suas atividades no Memorial da América Latina, zona oeste da capital.


Na capital carioca, o LoveCine Drive-In estreou dia 11 na Jeunesse Arena e vai receber nesta semana o drive-in na Cidade das Artes.


Em Curitiba, a famosa Pedreira Paulo Leminski recebe o Planeta Drive-In. Outras cidades como Porto Alegre e Brasília também já possuem suas opções de lazer drive-in. O Distrito Federal, vale lembrar, possui um cinema drive-in em funcionamento desde 1973 e deve acompanhar o aumento na procura por sessões durante o período em que os cinemas e demais estabelecimentos devem permanecer fechados.


Cada empresa ativa o contato que tem na manga para tentar oferecer diferenciais. Shows, palestras, apresentações de teatro e stand up estão no catálogo para entreter o público entre as sessões. Um bom patrocínio também é bem-vindo.



O QUE VEM POR AÍ


Os cinemas drive-in certamente irão se multiplicar. Diversos projetos já foram divulgados, restam poucos detalhes e ajustes para sua concretização.


A empresa carioca Dream Factory possui um projeto para diversas capitais do Brasil. De acordo com a proposta, é necessário um espaço de 10mil m² para que haja o distanciamento seguro de 1,5m entre os carros, como estacionamentos de shoppings centers.


O Dream Park deve durar três meses e acontecer nas cidades de Porto Alegre, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, Recife, Fortaleza, Curitiba, e Brasília. Além de filmes, a ideia é exibir shows, programas esportivos, teatro e palestras. A estimativa é de que seja estreado em julho.


Ainda em julho, o Rio de Janeiro também receberá o Rio Cine Drive-In.


O Distrito Federal terá o Festival Drive-In à partir do dia 23 de junho e deve acontecer até agosto no estacionamento do Aeroporto Internacional de Brasília.


Voltando à São Paulo, o Arena Sessions acontece no Allianz Parque à partir de 24 de junho.


Fato é que teremos uma explosão de opções de entretenimento como essas pelas próximas semanas. Espaços como Campo de Marte em São Paulo certamente já estão sendo procurados para viabilizar mais um projeto. Resta saber até onde irá a criatividade e capacidade de inovação dos produtores e agências para manter a procura pelo público depois que a novidade passar. Se é que cansaremos de apreciar a maravilha que é cinema.



ENQUANTO ISSO...


No âmbito de eventos corporativos, os protocolos seguem sendo apresentados aos governos estaduais e municipais.


Logo após a apresentação do Plano São Paulo, representantes da União Brasileira dos Promotores de Feiras (Ubrafe), Associação Brasileira de Empresas de Eventos (Abeoc),a Associação Brasileira de Cenografia e Estandes (Abrace) e o Sindicato das Empresas de Promoção, Organização e Montagem de Feiras, Congressos e Eventos do Estado de São Paulo (Sindiprom SP) reivindicaram a inclusão do setor de feiras e eventos no plano, uma vez que estas atividades não estavam contempladas no projeto.


Alguns fortes nomes do setor de convenções/exposições/feiras como Transamérica Expo Center, São Paulo Expo, Anhembi, Frei Caneca, Expo Center Norte, Rebouças, WTC Events Center e Pro Magno uniram-se às associações e propuseram a retomada para a Fase 2 do Plano São Paulo.


No documento, as entidades destacaram alguns pontos e fizeram um comparativo com os shoppings centers, alegando que todas as medidas permitidas à esses centros comerciais que já reiniciaram suas atividades, podem ser tomadas pelos organizadores de congressos e feiras, atendendo aos protocolos sanitários de igual forma.



ENQUANTO ISSO, NA CHINA...


Entre os dias 9 e 11 de junho aconteceu a Chengdu China Beauty Expo, importante feira de beleza no oeste do país realizada pela Informa Markets. A empresa é uma importante organizadora e possui 550 eventos anuais em sua agenda nos 40 países em que atua.


Além de representar o retorno da multinacional na realização de feiras, o evento será um importante termômetro para produtores e empresas do mundo inteira sobre o que pode ou não funcionar no pós-pandemia.


O evento seguiu todos as diretrizes sanitárias impostas pelas autoridades locais, o que chega a somar 35 protocolos ao todo que inclui medidas de higiene e limpeza da montagem à desmontagem, o distanciamento social seguindo os padrões de densidade de multidão e etc.


A Informa Markets afirmou que, se necessário, trabalhará juntamente às autoridades dos eventos realizados para rastrear os participantes e monitorar informações relativas ao contágio de COVID-19.


Que em breve possamos ter a mesma "preocupação" também aqui no Brasil, não é mesmo?

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